ReligiÃo
Não existiu propriamente uma religião entre os Egípcios, no sentido contemporâneo da palavra (a própria palavra "religião" não existia na língua egípcia).
A cultura egípcia era impregnada de religiosidade e a
versão oficial da história egípcia era de caráter religioso. Em períodos mais recentes, até a própria economia
se organizava à
volta dos templos - o que não significa, necessariamente, que se tivesse tornado mais religiosa, já que os templos não eram,
possivelmente, muito diferentes de outros senhorios. fosse como fosse, o que é claro é que o padrão de secularização, que temos
tendência a tomar por certo no desenvolvimento das sociedades, não estava presente. A instituição central da monarquia acabou por
perder o seu carisma, mas noutros aspectos tornou-se, de forma nítida, em vários aspectos: o oficial, de que sabemos bastante, a
esfera funerária, que está também bem representada, e as práticas cotidianas da maioria da população, separadas, em larga medida, do
culto oficial e mal conhecidas.
Sacerdócio
Mitos e Mitologia
Deuses e Deusas
Amuletos Sagrados
Ritual de Mumificação
A religião egípcia é tradicionalmente classificada como uma religião politeísta, conhecendo-se mais de duas mil divindades.
Tratava-se de uma religão nacional, sem aspirações universais, que não era detentora de uma escritura sagrada. O mais importante na
religiosidade egípcia não eram as crenças, mas o culto às divindades; assim, a religião egípcia preocupava-se mais com a ortopraxia do
que com a ortodoxia. Alguns deuses
eram adorados localmente, enquanto que outros assumiam um caráter nacional, sobretudo quando estava
associados com determinada dinastia.
Os deuses
eram ordenados e hierarquizados em grupos. O agrupamento básico era em três deuses, em geral um casal e o seu filho ou
filha (tríade). Assim, por exemplo, a tríade da cidade de Tebas era composta por Amon, Mut e Khonsu. Os agrupamentos de divindades mais
importantes foram a Enéade de Heliópolis e a Ogdóade de Hermópolis, que eram acompanhados por um relato sobre a criação do mundo.
As representações dos deuses poderiam ser antropomórficas (forma humana), zoomórficas (forma de animal) ou uma combinação de ambas. Contudo, os Egípcios em momento algum acreditaram, por exemplo, que o deus Hórus, muitas vezes representado com um homem com cabeça de falcão, tivesse de fato aquele aspecto. A associação dos deuses com determinados animais relacionava-se com a atribuição ao deus de uma característica desse animal (no caso de Hórus a rapidez do falcão).
Os templos
no Antigo Egito eram a morada da divindade na terra. Ao contrário dos templos religiosos de hoje em dia, eles não eram
acessíveis às pessoas comuns: apenas poderiam penetrar nas suas regiões mais sagradas, o faraó e os sacerdotes. Cada templo era dedicado
a uma divindade e dentro dele achava-se a estátua dessa divindade guardada no naos; diariamente a estátua era lavada, perfumada, maquilhada
e alimentada pelos sacerdotes.
Em determinadas alturas do ano, a estátua saía do templo numa procissão, à qual a população assistia; durante
o percurso atuavam músicos e cantores.
Os Egípcios acreditaram numa vida além da morte. Em princípio esta vida estava apenas acessível ao rei, mas após o Primeiro Período
Intermediário esta concepção alargou-se a toda a população. Para aceder a esta vida era essencial que o corpo do defunto fosse preservado,
razão pela qual se praticou a mumificação.![]()
Segundo crenças egípcias, para se conseguir a vida eterna, o morto deveria mostrar que não tinha pecados. Então, seu coração era colocado
numa balança, tendo de se equilibrar com a "pena da verdade". Caso tivesse sucesso, o morto seria julgado puro. Caso não, seria levado à
destruição eterna.
Fonte: Wikipédia.