A Suposta mÚmia de Nefertiti
Descoberta em 1898 pelo francês eptólogo Victor Loret,
a "Mulher mais Velha", segundo alguns eptólogos, pode ter sido a rainha Tye, a grande esposa real do Faraó Amenhotep III, e mãe do marido de Nefertiti
Faraó Akhenaton. Esta conclusão é baseada na aparente compatibilidade de uma mostra do cabelo da múmia com o cabelo da Rainha Tye encontrada na tumba de Tutankhamon.
Com cerca de 10 anos de idade, o "Menino" tem as orelhas furadas
e a cabeça raspada com apenas uma mecha de cabelo, chamda de "cacho da juventude" este poderia ser o típico penteado de criança ou a indicação de realeza. Joann Fletcher
acredita que o menino pode ser Tuthmosis, filho da rainha Tye.
Quando descoberta em 1898, a "Mulher Jovem" estava sem o braço direito.
Um braço esticado encontrado na tumba estava perto da múmia. Mas Joann acredita que um braço direito dobrado, encontrado mais tarde perto do corpo,
seus dedos também dobrados, como se estivessem segurando um ceptro real, foi arrancado da múmia durante sua violação.
A testa da múmia sustenta uma pequena
identificação da marca de uma tira usada pela realeza egípcia da era de Nefertiti, e a cabeça era raspada para acomodar uma peruca. Um fragmento de peruca encontrado perto
da múmia careca em 1898 era do estilo Nubiano, utilizado pelas mulheres reais durante a era de Nefertiti. Fletcher acredita que pertencia a esta múmia.
A múmia estava praticamente sem rosto, sua boca esmagada depois do sepultamento.
Apesar do roubo poder ter sido o motivo deste dano Joann Fletcher acredita que o desfiguramento facial foi uma ação deliberada para negar pós-vida a esta
pessoa. Nefertiti era polêmica o suficiente para provocar este ódio. A qualidade do embalsamento e as incisões apontam também para a era de Nefertiti.
Apenas duas egípcias são
conhecidas por terem a orelha furada duas vezes: Nefertiti, e a filha. Raios-X digitais tirados dentro da tumba indicam que o corpo era de uma mulher entre 19 e 30 anos,
o que combina com a idade de morte de Nefertiti. Eles também mostram feições faciais similares a descrição histórica de Nefertiti, segundo Joann Fletcher.
Em Junho de 2003 a egiptóloga Joanne Fletcher da Universidade de York anunciou que ela e a sua equipe teriam identificado uma múmia como sendo a rainha Nefertiti.
Em 1898 o egiptólogo Victor Loret descobriu o túmulo do rei Amen-hotep II no Vale dos Reis. Como foi o trigésimo quinto túmulo a ser encontrado, este recebeu a designação de "KV35" na moderna egiptologia (King Valley's 35). Para além da múmia deste rei, encontraram-se onze múmias numa câmara selada do túmulo. Três destas múmias foram deixadas no local, devido ao seu elevado estado de deterioração, tendo as restantes sido levadas para o Museu Egípcio. Duas múmias eram de mulheres e a terceira de um rapaz.
Uma peruca encontrada neste túmulo junto a uma das múmias chamou a atenção de Joanne Fletcher que a identificou com as perucas de estilo núbio utilizadas no tempo de Akhenaton. Para Fletcher, especialista em cabelos, esta peruca foi usada por Nefertiti. Para além disso, o lóbulo da orelha estava furado em dois pontos (uma marca da realeza), com impressões de uma tiara no crânio. A múmia não tinha cabelo o que corresponderia à necessidade de Nefertiti manter o cabelo raspado para poder utilizar a coroa azul.
Contudo, a múmia estava identificada como sendo de uma mulher de vinte e cinco anos, o que torna pouco provável tratar-se de Nefertiti.
Fonte: Wikipédia.