Mitologia EgÍpcia
Os Egípcios acreditavam que o seu criador chama-se NUN e era o espirito primogênito, o indefinido ser que tinha o aspecto de barro. Nun é o berço espiritual, a primeira força que se transformou em um novo espirito da Luz, RÁ.
O Sol provedor da vida era representado por Rá e o Faraó era encarnação de Rá na terra, considerado divino, não se podia sequer menciona-lo pelo nome e também porque o nome era considerado uma parte vital que acompanhava o morto ao céu e aos deuses, destruindo-se o nome, pode-se destruir a pessoa, assim referiam-se a ele somente como "Faraó" que significa "Grande Morada" ou "Casa Real".
RÁ deus solar, foi cultuado em todas as dinastias. É a principal divindade egípcia. Pai de todos os deuses. É representado
como um homem com cabeça de Falcão semelhante à Hórus e encima da cabeça o disco solar. Nas mãos a CRUZ ANSATA (ANK) símbolo da
vida eterna. Todos os deuses importante foram associados a ele: AMON ou AMON RÁ, PTAH, CNUM, ATÓN.
AMON ou AMON RÁ, como era conhecido em seus grandes dias de poder, foi a deidade suprema do antigo Egito, durante séculos. Amon é retratado com uma cabeça de carneiro, tendo na cabeça chifres que sustentam uma pena de avestruz com o disco solar e duas Uraeus (adorno em forma de serpente). Numa mão segura o cetro Uas e na outra a Uraeus.
ATÓN era o Sol em seu Zenith, a forma mais poderosa. Dizem que ele surgiu no céu em forma de uma ave Fênix. Seu culto foi intensificado pelo Faraó, que mudou seu nome de Amenóphis IV, cujo significado é "Amon está satisfeito", para Akhenaton "aquele onde o Sol está satisfeito". Para alcançar seus objetivos religiosos, ele espoliou os templos de Amon para construir belíssimo templo para Atón.
Atón era o senhor de toda a criação e sustentador de toda a vida. Era onipotente e eterno. As cerimônias em honra de Atón eram alegres, com flores, frutas e outros produtos que eram ofertados sobre altares construídos ao ar livre. Aparentemente, não havia sacríficio de animais. Atón nunca foi retratado como ídolo, mas tinha a forma de um disco solar com raios terminando em dedos, estendendo-se em direção à terra. Atón oferecia a Cruz Ansata aos humanos, em troca de suas oferendas.
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Sacerdócio
Deuses e Deusas
Amuletos Sagrados
Ritual de Mumificação
Akhenaton governou apenas 16 anos (1378- 1362 a.c.), foi casado com Nefertari, dona de grande beleza e poder, considerada
semi-deusa e seu nome tornou-se quase um sinônimo de mistério feminino. Ele foi o primeiro Faraó a introduzir o monoteísmo como religião, rompendo assim antigos conceitos de crenças. Mas nem todos
aceitavam suas idéias. E quando Akhenaton morreu os egípcios passaram adorar novamente os outros deuses. Logo após seu reinado
veio Tutankhamon
(filho de Akhenaton), que retomou o culto a Amon, trocando seu nome, que era Tutankaton e voltou a fazer de Tebas
a capital do Egito, ele morreu aos 18 anos.
RÁ criou o primeiro casal de deuses, ele engoliu o próprio semem e vomitou, gerando assim SHU (deus ar) e TEFNUT
(deusa umidade), deuses andróginos que deram à luz a GEB (deus terra) e NUT (deusa céu). Deus GEB é representado por vez com uma coroa
de plumas e chifres. Eles são retratados como grandes amantes. Durante o dia eles eram proibidos de se encontrarem pelo pai Shu, mas
a noite Nut descia a terra para fazer amor com Geb. Mas Nut era casada com Rá e ficou com raiva, ele decretou que ela não poderia ter filhos
durante os 360 dias do ano. Então Nut pediu ajuda ao deus Thot (deus do tempo) para criar mais 5 dias, fazendo com que o ano
passasse a ter 365 dias e foi quando ela deu a luz aos seus quatro filhos: OSÍRIS, ÍSIS, NÉFTIS e SETH.
OSÍRIS representa a paternidade, foi o rei dos deuses. Deus do Mundo dos Mortos. Gorvernou ao lado de sua esposa e irmã Ísis que já se amam dentro do ventre da mãe. Primeiro casal soberano sobre a Terra. Osíris era o rei e Ísis era o trono.
Era muito comum tanto na Mitologia como entre os Faraós o casamento entre irmãos porque isto se tratava de legitimar o direito ao trono, através do casamento com uma Princesa. Toda a Faraó era vista como representante direta da deusa Ísis.
Osiris era também deus dos grãos no Egito. Espírito da Fertilidade que promove a germinação e crescimento das plantas e a reprodução dos animais. Ele era a força vital contida na imundação anual do Nilo. Criou a agricultura.
ÍSIS deusa lunar. A deusa mais cultuada. Representa a grande mãe. Senhora da Magia, da cura e proterora das mulheres. O nome
Ísis significa "trono" por isso ela é representada sentada em um trono e segurando a CRUZ ANSATA.
Depois de muitos anos, o único nome que Ísis não sabia era o nome secreto de Rá, assim decidiu engana-lo para descobrir.
Rá envelhecia e até já começava a babar. Ísis recolheu sua baba e moldando com terra deu forma a uma serpente que depois colocou no caminho de Rá. Esse foi mordido e caiu no solo agonizando. Ísis disse ao deus que poderia curá-lo, desde que ele revelasse seu nome secreto. Com este conhecimento secreto, Ísis obteve parte do poder de Rá.
Ísis tornou-se restauradora da vida, usava ervas e palavras de poder. Cujos encantamentos faziam desaparecer as doenças. A Dança do Ventre surgiu dos antigos rituais de fertilidade para deusa Ísis, onde era proibida aos homens, era segredo das sacerdotisas.
SETH, senhor do submundo, do caos, deus da desordem, da injustiça e da ambição. Deus das Tempestades e dos Trovões, que o
permite o atormetar os demais. Inimigos de todos os deuses. Nasceu prematuro e ao nascer rasgou o ventre da mãe. Seth representa
a esterilidade e a maldade. Era casado com sua irmã Neftis, mas Néftis amava o seu outro irmão Osíris.
Seth odiava seu irmão Osíris e travaram a luta do bem contra o mal. Era inimigo da paz e da properidade e, assim, inimigo do Faraó. Seth ameaçava as colheitas e rebanhos com sua influência negativa.
Os arqueólogos foram incapazes de determinar a identidade do estranho animal que representa Seth e há uma teoria que este animal era tão odiado como a personificação do diabo, que foi caçado e massacrado até a extinção.
NÉFTIS, a Senhora do Oeste, caçadora e guerreira. Deusa do pôr-do-sol. Mãe de Anúbis com Osíris. O hieróglifo de seu nome é um cesto colocado sobre uma coluna, que usa na cabeça, que significa "Senhora da Casa".
Representa as terras áridas e secas do deserto, a morte, a magia escura, coisas ocultas, sonhos e o conhecimento místico. Rege os oráculos e as profecias. Néftis se compadece e compreende as fraquezas humanas. Ela ajudou Ísis recolher os pedaços de Osíris quando Seth o destruiu.
Como divindade relacionada com o mundo funerário e pelo seu papel na mumificação, as faixas que envolviam o defunto eram consideradas como madeixas do seu cabelo.
SELKET, a deusa escorpião, associada à cura mágica, era desenhada em tumbas como o escorpião sem ferrrão da àgua, de modo que se sua representação ganhasse vida, através da magia, o morto não seria ferido. A deusa Selket era, algumas vezes, amiga e outras vezes adversária do morto. Segundo alguns textos ela amarrava o morto em correntes, mas, geralmente, ela era uma guardiã amigável, que cuidava de um dos quatro portões do mundo dos mortos. Frequentemente, Selket é mostrada ajudando Ísis com o funeral de Osíris, e ela era uma das guardiãs de Hórus, ajudando Ísis a tratar dele quando um escorpião malvado o picou.
HAPI, deus da fertilidade do Nilo. Era associado ao deus Osíris, outra divindade com caracterísitca relacionada a fecundidade. Enquanto que Hapi personificava as águas do Nilo, Osíris era a força fertilizante destas águas.
Ele vivia na Ilha de Bigeh, na primeira catarata do Nilo, dentro de uma gruta que era guardada pelo deus Khnum (divindade ligada às cataratas do Nilo). Após emergir de dois redemoinhos, nas cavernas da cidade de Elefantina, Hapi subiu do Mundo dos Mortos para o Paraíso e depois conquistar o Egito. Ele era considerado o deus da iluminação do Nilo, o aguador dos campos e provedor do orvalho e da água para o oásis. Muitas pinturas o mostram com barba e com um feixe de lótus ou papiro em sua cabeça e com seios.
OSÍRIS E SETH TRAVARAM A LUTA DO BEM CONTRA O MAL.
Osíris representava o aspecto da fertilidade das enchentes no Nilo, Ísis simbolizava a terra que recebia a inundação. Seth era
o deserto que ameaçava a prosperidade e o bem-estar do Egito. Osíris que era muito sábio resolveu levar seus conhecimentos por
todo o Egito e deixou Ísis tomando conta do trono. Durante sua ausência, Seth tentou apossasse do trono, mas não conseguiu.
Então Seth resolveu matar Osíris.
Mandou em segredo tirar as medidas do corpo do irmão, enquanto este dormia, e encomendou uma bela arca. E quando Osíris retornou, Seth realizou uma festa em comemoração ao retorno de Osíris e propôs que presentearia com a arca quem nela entrasse e a ocupasse com o próprio corpo. Todos os convidados entraram na arca, mas nenhum ficava do tamanho certo da arca. Chegou à vez de Osíris, cujo corpo era de grande estatura, adaptou perfeitamente ao tamanho da arca. Seth e seus cúmplices fecharam imediatamente a arca e lacraram e lançaram ao rio Nilo.
Ísis apavorada procurou o marido pelo rio Nilo inteiro, quando encontrou a arca a escondeu no pântano, mas Seth econtrou e
ficou furioso e cortou o corpo de Osíris em 14 pedaços (que referem-se aos 14 dias da Lua) e espalhou pelo Egito. Ísis junto com
sua irmã Néftis conseguiram juntar todos os pedaços, com exceção do falo, que foi engolido por um caranguejo, em cada parte
que foi encontrada uma parte do corpo de Osíris, Ísis ergue um Templo. Ísis pediu a Anúbis para mumificar Osíris, criando a
primeira múmia.
Osíris desceu ao Mundo dos Mortos, onde permaneceu em estado de sono ou torpor. Ísis com seu poder de magia, ressuscitou Osíris. Depois que Osíris ressuscitou, eles tiveram um filho chamado Hórus.
"Tão certo como Osíris vive, tu vives. Tão certo como ele não morre, tu também não morrerás. Assim como ele não pode ser destruído, tu também não o serás".
Hórus foi criado em segredo, para que Seth não descobrisse. Hórus sofreu muitos infortúnios e doenças em sua infância e foi
através da magia de Ísis que ele sobreviveu. Hórus quando adulto, vingou a morte do pai, lutou com Seth, mas Seth se transformou
em um monstro e venceu Hórus arrancando seu olho esquerdo e a Lua deixou de brilhar, causando o eclipse lunar.
Ísis pediu ao filho que colocasse um fim naquela batalha, mas Hórus num ímpeto de ódio por ter sido derrotado na batalha, decepou a cabeça da mãe. Thot, o deus da sabedoria e advogado de Osíris, curou Ísis colocando nela uma cabeça de vaca e curou o olho de Hórus também, retornando a Lua a brilhar. A batalha recomeçou sem vencedores ou vencidos. Durou 80 anos, por fim os deuses decidiram que Hórus ficaria como rei do Baixo Egito e Seth como rei do Alto Egito. Hórus após herdar o reino, desceu ao lugar onde estava o pai e o reavivou, abrindo sua boca, iniciando os rituais de funeral da Abertura da Boca.
Desta forma a alma de Osíris foi reanimada e a energia vital recuperada novamente. Assim Osíris passou a governar o Mundo dos Mortos e o sol da noite, ou o sol morto, enquanto Hórus governou a vida e a força do sol do meio dia. Hórus casou-se com Hathor.
O egípcios acreditavam que a Estrela Sírius detinha o destino do nosso Planeta. E para lá iam às almas dos Faraós e Sacerdotes. Alguns historiadores dizem que foi desta Estrela que chegaram os deuses que ensinaram toda sabedoria para este povo.
O Ano Novo egípcio deveria ocorrer por volta de 21 de junho, mas atualmente os egiptólogos colocam no início de agosto quando surgia a Estrela Sírius no horizonte antes do sol nascer e quando atingia uma determinada altura no céu marcava o Ano Novo e o início da cheia do rio Nilo.
ANÚBIS o deus com cabeça de chacal, o guia dos mortos. Mediador entre o céu e a terra. Guarda fiel dos túmulos e responsável pelos embalsamentos. Tinha seu centro de culto em Cinópolis. Filho de Osíris e com Néftis, que era apaixonada pelo irmão e uma noite embebedou Osíris e se fez passar por Ísis, mas Néftis jogou a criança no rio Nilo, por medo de Seth seu marido saber. Isís foi quem salvou a criança e Anúbis passou a ser Guardião de Ísis. Era o prenunciador da eminência da morte e podia prever o destino. Ele tinha poderes mágicos e divinos. Levava as almas para o outro mundo dentro de uma balsa.
Anúbis era também o deus da Medicina. Ele supervisionava o embalsamento e reconstrução dos corpos, recebia a múmia na tumba e
realizava a cerimônia de abertura da boca e punha suas mãos sobre a múmia para protegê-la. Também supervissionava a pesagem da
alma com a pena da Verdade. Seu julgamento fiel e imparcial era aceito por Thot, Maat, Horus e Osíris.
MAAT protege os tribunais. Maat era esposa de Thot e filha de Rá. Representada com uma pena de avestruz na cabeça. Ela julgava os mortos, pesando o coração humano perante o Julgamento dos Mortos. Havia no antigo Egito o importante LIVRO DOS MORTOS que relatava todo a espiritualidade egípcia e o processo do ritual de mumificação.Conta-se que este guia para o falecido, foi escrito por Thot.
Após as experiências do Mundo dos Mortos, o falecido passaria para outra esfera, onde encontraria as pessoas amadas e haveria comunhão com os deuses.
Para os egípcios era muito importante à vida após morte, eles acreditavam na existência de um outro mundo. A vida eterna começa no túmulo, com uma viagem pelo mundo subterrâneo. Primeiro o Ka (Força Vital), deixa o corpo acompanhado após o enterro pelo Ba (Alma). Hórus conduz o Ba (Alma) através dos portais de fogo e da serpente até o Julgamento.
Anúbis juntamente com Ísis iam buscar o morto e faziam a travessia do rio Nilo em uma balsa até o O SALÃO DAS DUAS VERDADES, onde havia um tribunal, onde eram julgados os mortos por Osíris, Ísis, Thot, Maat e mais 42 deuses assessores.
Era colocado na balança o coração de um lado e uma pena do outro, o coração não podia ser mais pesado que a pena. Para os egípcios o coração representava a consciência do homem. Todas as ações boas e más ficavam gravadas no coração.
Quem não era condenado o Ka (Força Vital) voltava ao corpo e se fosse condenado era arremessado a Ammut (o mostro crocodilo) que o devorava e não haveria reencarnação.
Se o coração equilibra com a pena da verdade, o Ba e o Ka reúnem-se para formar um Akn, ou espírito, que emerge do mundo dominado pelo Osíris coroado. O Akn encontra a vida eterna.
Thot descreve em seus papiros (fibras sagradas usadas nos textos funerários) toda trajetória da alma no Tribunal dos Deuses.
Fonte: Wikipédia.